Peixe podre

Romário agora é político. Isso mesmo, senhoras e senhores, o cara se filiou ao PSB do Rio de Janeiro e concorrerá nas próximas eleições. Pelo mesmo caminho está indo Edmundo, fazendo chapa com Eurico Miranda.

O que mais me chama a atenção numa democracia (o melhor modelo de governo, inquestionavelmente) é que qualquer um pode ser o que quiser, principalmente político. A despeito de preparo, plano ou ideologia, é possível se filiar a um partido e se candidatar a um cargo no legislativo. Se o sujeito for famoso, mais fácil ainda. Romário está endividado, falido e com problemas de pensão com a primeira mulher — andou dormindo na cadeia por conta disso. Uma fonte de renda fixa durante quatro anos cairia muito bem. O PSB no Rio de Janeiro tem pouca expressão.Ter Romário nos seus quadros é um chamariz e tanto dos votos de quem não está nem aí para a hora do Brasil. E como tem gente que não está nem ai para a hora do Brasil.

Depois, é aquela multidão reclamando do transporte, da violência, da escola ruim, do professor mal preparado, do policial truculento, da carestia. O Rio de Janeiro precisa de gente para elaborar políticas de longo prazo, que deixem um bom legado para as próximas gerações. Precisa de pessoas que firme as estacas para uma nova realidade, uma nova fronteira para o desenvolvimento do estado. Romários e Edmundos, sem a menor sombra de dúvidas, não são essas pessoas. O que menos precisamos no legislativo é de marrentos como os tais.

Outra coisa me chama a atenção na democracia: o grande risco que se corre de nivelar as coisas por baixo.

Observação: Ao se pronunciar no momenta da filiação, Romário chamou o PSB de PSDB.

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