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Mostrando postagens de dezembro, 2009

Em 2010...

Ligue para aquele amigo com quem você não fala há muito tempo. Se possível, arrume uma forma de vê-lo pessoalmente. Aprenda algo novo. Ponha a cabeça para funcionar. Quando o seu time jogar, torça. Se ele ganhar, comemore com prudência. Se ele perder, lamente com bom humor (e não gaste muito tempo com isso). Se ele empatar, espere a próxima partida. Valorize seu trabalho. Ele é o que financia a maioria das coisas que você gosta quando não está nele. Ajude a quem precisa. Pode ser perto ou longe, um conhecido ou não. Cumprimente as pessoas quando entrar no elevador. Cumprimente os porteiros, serventes, recepcionistas e tantos outros que fazem com que nosso dia seja o mais normal possível. Não se esqueça: eles não são mobílias e sim pessoas. Tente entender o outro. Um pequeno esforço pode trazer grandes frutos. Faça exercícios físicos. Seu corpo agradece. Alimente-se corretamente. Seu corpo agradece de novo. Leia bons (e muitos) livros. Seu cérebro agradece. Respeite seus pais. Eles pode

Uma mensagem de natal.

Monte sua árvore, mas não se esqueça de montar a manjedoura em seu coração. Faça do natal um momento de renovo. Lembre do menino nascido, da estrela, dos anjos, do cumprimento da promessa, da missão maior. O Cordeiro de Deus esteve entre nós. Ele nos deixou sua mensagem, nos ensinou a viver em paz, a dar a outra face, a ajudar o irmão, a visitar os doentes, a alimentar os que têm fome. Ele multiplicou os pães e peixes, curou enfermos e nos mostrou como nos despojar da vaidade e das coisas efêmeras. O menino envolto em panos veio para pregar a mensagem enviada pelo Pai. Veio na plenitude dos tempos, mostrar que devemos trocar a guerra pela conversação e a vingança pelo perdão. Ele respeitou as mulheres, as crianças, os pobres e os aleijados. De presentes, mas não negligencie o presente maior de Deus para a humanidade: seu próprio filho. Sendo assim, o maior presente que podemos dar é nosso coração em humilde súplica de reconhecimento do sacrifício do Homem-Deus, que veio a nós para vive

Uma reflexão sobre a gestão pública.

Os projetos na administração pública, em sua maioria, sofrem pela falta de políticas de longo prazo. Muitos são abandonados ou deformados por governantes que, via de regra após a posse, querem deixar suas marcas. Um bom exemplo são os projetos de Carlos Lacerda (mais empreendedor governador que o Rio de Janeiro já teve, ainda nos tempos em que o Rio capital era o estado da Guanabara). A estação de água do Guandu, a Linha Amarela, a Linha Vermelha, a Linha Verde, os túneis Rebouças e Dois Irmãos e o campus da UERJ no Bairro do Maracanã são exemplos de projetos que saíram da mente de Lacerda. Todos essenciais para a cidade do Rio e alguns só saíram do papel depois da morte do governador. Um dos fatores mais críticos (se não o mais) da gestão de projetos públicos é o tempo. O executivo tem um mandato de quatro anos, que se prorrogam ou não por mais quatro. Dessa forma, grande parte dos projetos tem como principal característica a aplicabilidade e coleta de resultados num horizonte muito c

E se cumpriu a profecia.

Há tempos eu venho dizendo que a política de cotas, dentre outras mazelas, serve para afastar pessoas ao invés de aumentar sua interação. Se alguém duvidava disso, leia a reportagem do site do O Globo , publicada em 15/12/2009. Acusações de racismo em briga de alunos na Uerj RIO - Uma briga entre estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) transformou-se numa discussão sobre racismo e foi parar na delegacia. Um estudante de Filosofia, branco, acusa integrantes do Grupo Denegrir, formado por negros que defendem a política de cotas, de agressão. A confusão aconteceu na noite da última sexta-feira, depois de uma festa na universidade. Já o grupo acusa o estudante de ter proferido palavras racistas. Nesta terça-feira, membros do Denegrir fizeram, na própria universidade, uma manifestação contra o racismo. Segundo Daniel Leal Moreira, estudante de Filosofia, o grupo cercou e ameaçou dois de seus amigos que saíam da festa. Quando viu a confusão, ele teria pedido que os rapaz

Para alguns é magia.

Em entrevista ao Jô Soares, Xuxa começou a falar do seu mais novo produto, um DVD de natal. Segundo a apresentadora, o video fala sobre a magia do natal. Magia? Que magia? O natal tem magia? O natal tem, ao longo dos anos, tem se desvirtuado de seu significado real. Por uma série de motivos, o enfraquecimento das religiões cristãs, a imposição do consumo nas festas de fim de ano e o egocentrismo cada vez maior do homem. O natal virou uma espécie de instrumento compensatório. Se o comércio não foi bem durante o ano, as vendas do natal lavam a égua. Se você não foi solidário nos meses anteriores, talvez procure uma instituição para fazer doações. Pode ser essa a tal magia a qual Xuxa se referiu. Afinal, onde está o natal? Muitos truques de mágica têm em seu pressuposto nos fazer distrair da realidade que nos rodeia. Com a magia do natal não foi diferente. Não se fala mais no Cristo nascido. Não se lembra da real mensagem que a data nós quer lembrar. Não enxergamos mais a manjedoura. Nos

Presidente boca suja.

No dia em que Lula fez os pais terem medo de deixar seus filhos pequenos na sala quando ele aparece na TV, a massa balizou toda a asneira que o grande líder profere em seus discursos, concedendo a ele uma aprovação de 83%. Quando fala, Lula é uma espécie de demônio acorrentado. A qualquer momento ele pode romper os grilhões e fazer um estrago. O presidente disse, literalmente, que o povo vive na m**** e que seu governo se dedica a tirar o povo de tal situação. Foi ovacionado pelos ouvintes. Nunca antes da história desse país, quiçá da história moderna, um governante foi aplaudido após dizer palavrões em seu discurso. Incrível e triste. Somos um povo que em sua maioria aprova esse tipo de coisa. O pobrismo e o piorismo tomaram conta do Brasil como uma metástase. Quem deveria ser eloqüente se manifesta como uma aberração. A multidão adora. A declaração de Lula me fez pensar nessa tal m**** em que o povo vive. Afinal, que m**** é essa? Fiquei pensando em m**** um tempão. Concluí que não a

Os dalitis da UERJ

Ouvi dizer que na UERJ existem turmas que estão sendo dividas em duas, na mesma sala e no mesmo horário. De um lado os alunos que ingressaram pelo sistema de cotas e de outros os que ingressaram pelo sistema de mérito. A justificativa é que havia reclamação dos alunos dos segundo grupo com relação à dificuldade do primeiro em acompanhar as exposições das disciplinas. Ou seja, já começou a separação por castas no Brasil. E pior, numa universidade pública. O conceito de universidade é descaradamente esfacelado. Universidade é para gerar conhecimento, é instituição para ser a vanguarda do desenvolvimento, não para tirar alunos do analfabetismo funcional. Quando ingressei na universidade, eu sentia orgulho disso. Hoje sentiria medo de me acharem menos capaz do que os outros alunos. Eu e o Bahuan. Todos têm o direito de querer cursar uma faculdade. Mas a obrigação de dar ensino fundamental de qualidade é o governo, não esse estopim de humilhação. Já temos nossos próprios dalitis. Uma maldad

O Hexa e Eu Sozinho.

Caros leitores do ZAD, impossível não falar da conquista do Flamengo. Hexacampão! Num campeonato cuja fórmula quase condenava o rubro-negro a uma eterna posição de coadjuvante de luxo. Eu poderia falar da festa da torcida, linda como sempre. Ou então, do verdadeiro presente de última hora, que foi conseguir assistir ao jogo histórico no Maracanã. Mas não é isso que quero relatar. Fui ao Maracanã, acompanhado pelo meu grande amigo Marlon (um irmão não sanguíneo). Aliás, Marlon merece um comentário a parte. Amigo de todas as horas, nossa amizade é potencializada pela paixão que temos pelo Flamengo. Dentre tantas coisas que nos une, o Rubro-Negro da Gávea é uma espécie de sacramento. Sinceramente, não lembro a última vez que pisei no Maracanã sem a companhia de Marlon. Merecíamos estar lá hoje. Não seria justo ficarmos de fora. Pois bem, fomos à festa. Noventa minutos de tensão, medo de chegar tão perto e não alcançar o título desejado. Tudo compensado pelo gol salvador do Angelim. Final

Cabelo Duro

O ZAD anda numa fase curiosa, tocando em assuntos afro-negões mais do que o blog se propõe a tocar. Fazer o que? Lá vai. Taís Araújo está caindo da armadilha de jogar luz demais na cor da sua pele. Em declaração ao Blog da Patrícia Kogut, ela disse que “acha um horror essa mania de cabelo liso, afinal, o cabelo das brasileiras não é liso, é crespo”. Pisou na bola. Não por achar a mania de cabelo liso um horror, até porque cabelo bonito não precisa ser liso — pode ser ondulado, cacheado, toin-oin-oin, etc. Mas por dizer que cabelo de brasileira não é liso. Inverdade. De quais brasileiras Taís fala? Das meninas do Pelourinho, ou das garotas da Serra Gaúcha? Das descendentes de japoneses, chineses e coreanos ou das índias? Das de ascendência árabe? Ou das que são frutos das permutas entre as etnias citadas? Pergunto ainda. O que é ser brasileira na opinião de Taís Araújo? Não seria Gisele Bündchen tão brasileira quanto Daniele Suzuki? Ou seria Mariana Ximenes menos brazuca que a Juliana