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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Tempo Espaço

O tempo, o espaço  E eu... Não meus, enganoso domínio. O tempo, o espaço  E você... Não seus, pressa e estreiteza  O tempo, o espaço  E nós.. Nada é nosso, surpresa.  Que nos espreita. Não nos respeita. O tempo certo, o espaço perfeito.  No momento, tudo é feito.  O tempo e o espaço.  Além de meu, de seu, De nós. Quem somos nós? Além de pertencimento do tempo e ao espaço.

Opinião

Estamos em plena guerra de opinião. E não é contra quem tem uma opinião diferente. Pior que isso, basta ter uma opinião, seja ela qual for. Você será bombardeado do mesmo jeito, tanto por quem tem uma opinião diferente e não se preocupa em saber do que fundamenta a sua, quanto pelos que nem opinião têm.
Ter opinião irrita.
E num mundo onde as coisas são rápidas, rasas, onde o conhecimento é resumido a um “tweet”. A vida virou resumo no feed de notícias. Pensar, analisar, concluir dá trabalho. Falar o que pensa é apostar corrida com leões famintos.
Pensar irrita mais do que ter opinião.
Quem pensa, questiona, quer respostas e muda eventualmente de opinião. Lá vem a maldita opinião de novo... Sim. Sempre ela, a opinião, o lugar que se escolhe, o time em que se joga. Prepare-se, seu time pode perder, pode ganhar, ou pode ser somente você. Carreira solo. Ter opinião é arriscar. Mas não seja bobo: tenha opinião somente depois de ter um conhecimento mínimo sobre o assunto. Conheça os lados, …

Vezes...

Há vezes... Que dá vontade de te mostrar tudo. Meu mundo, minhas coisas, meus livros, meus discos prediletos. De te levar nos meus lugares, de andar de bicicleta ao por do sol. De dividir a coberta, a pipoca, o petisco. De multiplicar as opções, ao somar as minhas e as suas.
Há vezes... Que quero ir atrás de você, só para ver teu sorriso. Roubar uma gargalhada tua e te devolvê-la em abraço. Que quero te contar uma história interessante, um fato antigo. Só para passar mais tempo contigo. Mas eu fico aqui, contido. Ando tímido...
Há vezes... Que nem durmo, que me consumo pensando como seria. Ser teu um dia. Ah, como eu queria! Aí eu escrevo. Eu reecrevo meu roteiro, meu jeito de te revelar. De te contar, provar. Quem sabe, te dobrar e te conquistar. De uma vez por todas.
Há vezes... Que penso nessa vez, em que meu medo vai acabar.  O medo de novamente amar, de me machucar. Tantas vezes... Chegará um vez. Depois dessas vezes. Bem poderia ser a nossa vez.

Calendário

Júlia vivia Julho, com lembranças de um desgosto ocorrido em agosto.  Tudo começo com uma brincadeira na folia Fevereira num Janeiro Rio. 
Era um gajo moreno, com um bronzeado Novembro. Que Júlia viu e se encantou de repente, como chuva de Março. Mal sabia que caíra no da paixão laço. 
Era uma alegria dos presentes de Dezembro. De uma meninice que já não se lembra. Mas que era fresca como as tardes de Maio. E para esse da alma desmaio, Júlia não tinha ensaio. 
Tudo era Setembro florido, de dias coloridos. Nada era dolorido. Eram tão unidos. Parecidos. Mas um frio Junino chegou e o destino mudou. 
O que um dia Abril se fechava. Mas Julia lembrava que logo Outubro chegava, de novo primaverava. A vida recomeçava.

Meu presente

Fui te buscar um presente Um sol suave, uma lua brilhosa Uma brisa gostosa, que abraçava a gente.  Trouxe tuas flores preferidas, para enfeitar e perfumar teu dia.  Todas cores, teus sabores prediletos. Teus desejos realizados.  Eu somente queria te olhar, assistir teu deleite. Guardar teu sorriso.  Ver teus pequenos gestos de alegria, ou cheirar, provar, sentir.  Fui te buscar presentes. Para te ver presente. Para seres presente.  Meu presente.

Condicional

Fosses nuvem, eu céu Fosses navio, eu mar
Fosses viajem, eu vereda Fosses vinho, eu paladar Fosses flor, eu setembro  Fosses tu, eu amar.

Beijo primeiro

Foi um beijo
Meio pedido, meio roubado 
Beijo sólido e molhado
Beijo abraçado...
Demorado
Meio surpreendido 
Muito esperado 
E que beijo...
Apaixonado