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Mostrando postagens de agosto, 2010

Etiquetas na testa

Na última quarta-feira, participei de uma atividade que discutia sobre rótulos. Era basicamente assim: colocava-se uma etiqueta na testa das pessoas com uma característica que poderia ser ou não condizente com ela. As demais pessoas deveriam tratar umas as outras de acordo com o que estava escrito na etiqueta. Notadamente, algumas pessoas portaram etiquetas (e, conseqüentemente, rótulos de personalidade) muito diferentes do que realmente eram. Isso gerou uma discussão muito rica. Contudo, fica sempre a reflexão que fazemos sozinhos depois que a atividade acaba. Eu, por exemplo, fiquei pensando nos rótulos que me foram impostos e nos que eu mesmo os impus a mim. Rótulo é uma síntese, uma redução — e como tal corre o risco de ser erronia. Rotulamos as pessoas ou grupos sociais e, via de regra, não damos espaço para alterações destes rótulos ou para a agregação de outras características. Depois de rotularmos, esperamos um comportamento e um estereótipo determinado. Assim, o rotulado é ac

Uma mensagem para a torcida do Flamengo (Rubro-Negrismo Racional)

Achei excelente o post de Arthur Muhlenberg, em seu Urublog. Sendo assim, reproduzo o texto aqui no ZAD. " Mais Uma Boiolagem Que Chegou de Nova York" "Todo mundo sabe que graças à um punhado de nova-iorquinos com diploma superior cheios de complexo de culpa e com muito tempo livre existe hoje no mundo uma ditadura do pensamento politicamente correto que engessou nossa linguagem, estimulou a nossa falsidade e ocultou as nossas opiniões. No submundinho do futebol em que vivemos rola quase a mesma coisa, é fácil perceber que existe uma acanalhada posição futebolisticamente correta. A exemplo de seu cínico primo nova-iorquino, o pensamento politicamente correto, o pensamento futebolisticamente correto tem a profundidade, a consistência e a transcendência análoga a de uma poça d’água formada pelo pinga-pinga de um aparelho de ar condicionado se evaporando sob o sol no pátio de um estacionamento. O pensamento futebolisticamente correto se resume em duas ou três frases com a p

Para o meu pai.

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Levava na escola, na igreja, no ensaio do coral, no futebol, no Circo Orlando Orfei, nas apresentações do Hollyday on Ice, no zoológico. Desmontava bicicleta, colocava a bicicleta no carro, montava novamente para gente andar. Depois fazia o roteiro inverso para o retorno a casa. Cinema? Incontáveis vezes. Maracanã? Depois de muita insistência, mas está valendo. Fez de tudo para que nos formássemos em boas escolas, pagou caro por isso. Adiou seus sonhos em prol dos nossos. Nesse final de semana comemora-se o dia dos pais. Vou aproveitar a data, para dizer o quanto amo meu pai. Não quero ficar gastando palavras. Só quero dizer isso: eu amo o meu pai. Por muitas vezes, o filho só entende o pai depois que vira pai também. O que parecia sem sentido é aclarado de forma escancarada. Obrigado, pai. Por muitas coisas, todas elas. Obrigado até hoje. Eu e minha irmã devemos muito a você. Espero saber retribuir tudo o que você fez e faz por mim. Hoje, somos homem e mulher feitos. Somos diferentes