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Brasil: Financiamentos versus Credibilidade

Num cenário como o atual, qual o nível de confiança que as instituições multilaterais de fomento têm nas gestões públicas? Qual a exposição ao risco que estas instituições estão dispostas a se submeterem? O momento é de mostrar que as gestões têm planos sólidos para o futuro, que seus projetos são bem fundamentados, bem orçados e – talvez o mais importante – que não estarão ao sabor das correntes políticas de resultados eleitorais futuros. Provavelmente, a concessão de novos financiamentos vai depender do nível de maturidade, responsabilidade e visão de futuro dos titulares dos respetivos cargos dos executivos subnacionais. Na crise, o dinheiro não fica disponível e quem o tem é muito mais criterioso para disponibiliza-lo. Capta mais, quem mostra e executa mais e melhor.

- Alexon Fernandes

Veraneou

Mesmo que haja problemas,
Que a pressão seja grande, Que a voz não seja ouvida, Nem a mensagem entendida, Mesmo que a incompreensão prevaleça E a estupidez apareça Começou o verão. No horário e na estação. Virão o calorão e o mate com limão. Terá a praia lotada (talvez, arrastão). Também piscina Toni na laje. Marquinha aparecendo no decotão. Falaremos de aquecimento global, Fritaremos ovo no chão. Tá lotada a Lapa, mermão. Na escola tem sambão. Começou o verão. No horário e na estação. Que seja de amor, que seja de paz. Porque a vida não está fácil, rapaz.
(Alexon Fernandes)

A Mulher Mais Bonita do Brasil

O fato de mulher negra - a paranaense Raissa Santana - vencer o concurso de miss Brasil (a segunda vez na história da competição, depois de 30 anos da primeira), coloca novamente em pauta a questão dos padrões aos quais estamos submetidos. Mais que isso, somos subjugados a esses padrões e obrigados a lidar com o descrédito, o desmérito, a desconfiança e, frequentemente, com o desrespeito. 

Tenho para mim, que a vitória no concurso não foi somente de uma lindíssima mulher. Mas sim de 100 milhões de pessoas que sofrem, sofreram ou sofrerão diariamente com o racismo no país mais "negro" do planeta. Recentemente, eu disse que o racismo me dá "bom dia" todos os dias. Na verdade, o racismo ainda nos empurra modelos que não os nossos, nos chama de "chefe", de "patrão" e afins, nos avacalha com seus elogios e, paradoxalmente, ao tentar nos deixar invisíveis e inviáveis, acaba por nos coroa as cabeças.

The Greatest is gone.

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O maior lutador de todos os tempos se foi. 


Foi o maior porque demolia seus adversários, com sua força e sua inteligência. Foi o maior porque quando esteve no auge e tendo todo o poder da mídia a seu favor, soube usar isso para dar voz aos negros americanos. Foi o maior porque resistiu por 30 anos o mal de Parkinson. A história do esporte e da sociedade civil do século não seriam as mesmas sem ele.

Descanse em paz, Muhammad Ali.

(Alexon Fernandes)




Cor da pele, a chave hermeneuta.

O recente caso de ofensas racistas à cantora Ludmilla - somado aos outros episódios ocorridos com Thaís Araujo, Maju e Sheron Menezes - mostra uma nova modalidade do racismo. O racismo de incômodo ou da inveja. Explico: Nos últimos 20 anos, temos visto com mais frequência (ainda que muito pequena) negros ocupando lugares de poder. Por lugar de poder, entenda-se não somente o exercício do poder, mas também o poder enquanto ação. Poder fazer, poder estudar, poder ter, poder viajar, poder comprar, poder morar e outros tantos "poderes" que até então era restrito a um outro grupo social. Lembro-me de uma vez um chefe meu me contar um diálogo entre ele e um diretor da empresa em que trabalhávamos. O então diretor disse que tinha muito cuidado com o que falava comigo, pois tinha medo de ser acusado de racista. Meu chefe, que nunca teve papas na língua, retrucou: "Você deve ter medo do que fala, mas não por isso. É sim porque ele pega seus furos todos. Ele sabe mais que você.&quo…

Acabou.

Sabe o que eu acho muito engraçado? A discussão que algumas pessoas tentam estimular nas redes sociais sobre a "mídia golpista". Estão esquecendo do principal: Estamos, talvez, na maior crise institucional e de valores do período pós ditadura militar.
A crise é tão grande que justamente se defende os erros do presente com os do passado. “Fulano errou? Ah... Mas beltrano também errou e ninguém falou nada.”
Parem as máquinas!!
Como assim? O princípio básico de qualquer sociedade minimamente equânime e madura deve ser não a justificação dos erros atuais com os erros anteriores de outros, mas sim evitar os erros. Será que ninguém vê isso? Ou vê e não quer admitir.
O sonho acabou, cara-pálida! Aceite isso. Seus heróis não morreram de overdose (o que já seria um desastre). Eles não morreram, estão saudáveis, ricos e com uma horda de ótimos advogados para defende-los nos tribunais, além de ótimos marqueteiros.
Quem se dana é você, sou eu, é o país. Nossa economia está aos trapos. Os e…

Humor

É simples: Ser minimamente bem humorado é uma das chaves que todo sujeito deve levar em seu chaveirinho da vida. Já temos problemas demais, crises demais, freios demais. Se não levarmos a vida com certa leveza e humor, já era. 
Humor não é gaiatice. É uma questão de tom. Humor é o cool jazz dos comportamentos. É estar super atento, muitas vezes fingindo que não está nem aí. É a autocrítica sem autoflagelo. É fazer a namorada rir no cinema lotado ou lhe provocar aquela gargalhada gostosa ao ler o bilhete surpresa, que você deixou última página que ela leu no livro da vez. É energia! Uma das mais preciosas, diga-se. E como tal, tem o poder de atração ou repulsa. Humor atrai as melhores pessoas, os melhores sentimentos e as melhores situações na vida. E se junto do humor vier aquela pitada de elegância, o resultado é avassalador (no melhor dos sentidos). 
Cultivemos e exercitemos o nosso humor. Façamos disso a jeito da vida e da alma. Usemos as chaves certas e joguemos fora as chaves errad…