Quinze Horas

Eram quinze horas
E àquelas horas
Só pensava em voltar
O mais rápido possível
Vontade irresistível
De com ela estar
A mulher que deixara 
Era quase tara, coisa rara
A esposa de sempre
Sem disfarces ou truques
Perfumes ou badulaques 
A mesma com que dormia e acordava
Todos os dias. 
Mas ele a queria
Com fome leonina 
Sua fêmea completa 
Sua senhora-menina
Pensava em sua pele bronzeada
Contrastada com a fina penugem dourada
Em suas ancas torneadas
Beijos umedecidos
Seu hálito aquecido.
Ele sentia o peito comprimido.
Precisava, já não se controlava
O raciocínio lhe escapava 
Depois de desejosos surtos
Olhou o relógio
Quinze horas...
E cinco minutos. 


(Alexon Fernandes)

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