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Falsos Poderes.

Sinto certa revolta com certos setores da nossa sociedade, que creditam aos políticos a solução dos nossos problemas. Parece que somos um bando de crianças indefesas, burras, que não conseguem sequer decidir o que vestir para ir ao trabalho. Uma expressão latente disso é uma frase do ator Wagner Moura: "Precisamos de alguém que cuide da gente." Engano seu, senhor Wagner Moura!  Precisamos sim de gente nos respeite enquanto cidadãos, pagadores de impostos e principalmente como semelhantes merecedores de tratamento digno e respeitoso daqueles que se propõem a entrarem para a vida política formal.  A política é apenas um instrumento de mudanças, contudo, não é o principal. Falta-nos a consciência de que cada um de nós é agente de mudança. Não precisamos dos políticos como signatários deste poder, por mais que eles (e suas celebridades de plantão) tentem nos convencer do contrário.  Reclamamos do desempenho dos políticos. Temos acesso à informação e o que faz...

A pior parte do corpo é o umbigo.

Eis que entra no ar a famigerada série “O sexo e as Negas”, de Miguel Falabella, exibida pela TV Globo. Uma das mais descaradas, cretinas e repulsivas caracterizações da mulher negra na televisão brasileira. Quiçá a pior de todas. Quatro mulheres negras que simplesmente resolvem seus problemas com... sexo. Descartando a disfarçada apologia às drogas e ao tráfico (através dos funks “proibidões” na trilha sonora), o que se vê é um esculacho da figura da mulher negra comum (leia-se classes mais pobres, moradora de bairros tão pobres quanto). Vindo de Falabella, nada me surpreende. Ele é dado ao escracho, uma espécie de escracho-chique, uma linguagem com tom mais alto, geralmente interpretada por atores brancos, com linguagem popular, misturando termos da norma culta com erros (propositais) de concordância, geralmente depreciando o pobre, o preto, o aleijado, o gordo, o feio e o gay com baixo poder aquisitivo (a bicha pobre). Nunca o biótipo de quem interpreta a esquete, o alvo é semp...

Dias Contados

Teus dias estão contados Cada um deles Conto os dias que não lembro de ti E os dias que não lembro que lembrei de ti Conto cada dia, quase mania Coisa regrada, feito tabuada Vezes um, vezes dois, vezes três... Os dias em que sol fez Os dias em que choveu De contar dias vivo eu Essa é minha sentença Centenas, dezenas, unidades Já são de dias milhares Mas se chegar o dia em que eu pare E num milagres tu voltares... Esquecerei das contas que fiz Só lembrarei do bem que te quis (Alexon Fernandes, em Retratos Escritos -  blogretratosescritos.blogspot.com.br)

Tem de tudo.

Tem bem que dói que nem maldade, Tem mal que é doce que nem bondade, Tem paixão que não deixa saudade, E raiva que só fica na vontade.  Tem feiura que é verdade,  Tem beleza que é pura falsidade, Tem caridade que é vaidade, E vergonha que se perde com a idade.  Tem paz que é coisa covarde, Tem "não" que é liberdade, E amor que chega tarde. (Alexon Fernandes)

O PT e a Síndrome de Adão.

"Quando Eva viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também. Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se. Ouvindo Adão e Eva os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou Adão, perguntando: 'Onde está você?' E ele respondeu: 'Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi'. E Deus perguntou: 'Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?' Disse o homem: 'Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi'. (Livro do Gênesis 3:6-12) O relato acima conta o episódio da queda do homem. Entendamo...

Uma reflexão sobre ontem (o Dia dos Pais)

Uma reflexão sobre ontem: Vimos nas redes sociais, por ocasião do dia dos pais, uma série de fotos (antigas e novas), sempre acompanhadas de textos carinhosos, agradecido e até mesmo saudosos sobre nossos pais e avôs.  Isso é bonito, é belo e (espero) sincero.  Mas aí fica um ponto a se pensar. Somos, em grande parte, resultado de exemplos que tivemos de nossos pai e de nossas famílias. Pelo que li aqui, foram bons exemplos de amor, de respeito, trabalho, caráteres e amor ao próximo. Será que estamos não só seguindo estes exemplos, mas também replicando-os?  Não basta saber o que em tese é o certo e bom. É preciso praticar de forma efetiva, intensa e, em muitos casos, até cansativa. Já que nossos pais foram e são tão bons, o que estamos fazendo de fato para que esse tão modelo perdure? O que eu e você preservamos em nossos relacionamentos diários para que todas as coisas boas que nos foram ensinadas e doadas sejam perpetuadas? Se não agimos assim, eis...

A mesa dos escarnecedores.

Sobre a ida de Dilma à inauguração do templo de Salomão (a mais recente demonstração de megalomania de Edir Macedo) e uma eventual surpresa quanto à aproximação do partido da esquerda da seita neo-pentecostal, O PT nunca foi um partido diferente dos outros. Ele simplesmente emulou ser, até chegar ao poder. Quando chegou, mostrou sua verdadeira face. Seus líderes são tão gananciosos quanto os de ou tros partidos (ou até mais), sua sede de poder a todo custo é insaciável e suas alianças para isso são as mais improváveis. Macedo, Malafaia, ou qualquer outro líder neo-pentecostal tem um discurso muito parecido, no campo da fé, ao discurso do PT no campo da política. Poucos reparam isso, mas eles são iguais em seus anelos. Enquanto os pastores neo-pentecostais pregam que deve-se "tomar posse" das bênçãos divinas, o partido da estrela vermelha quer tomar posse do poder estatal. Ambos discursos são antropocêntricos e imediatistas. Duas característica do mundo pós-moderno. O que esto...