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Dia da Consciência Negra: Quem é o seu herói?

Dia 20 de novembro: Dia da Consciência Negra.  Herói: Zumbi dos Palmares.  Herói?  Zumbi pode ter sido um marco, mas não pode nos definir. Não considero Zumbi um herói. O famoso (e/ou suposto) mártir fugiu para viver escondido, à margem, numa comunidade muito peculiar. Sim, naquela época só lhe restava fugir. Sim, naquela época só lhe restava viver à margem. Sim... Naquela época.  Mas não estamos mais naquele momento da história. Quem são nossos heróis, ou quem deveria ser? Zumbi, em tese, queria a (sua) liberdade. Hoje os negros são livres, mas vimos que ser livre somente não basta. É preciso ascender numa sociedade que insiste em ver os negros como menores ou incapazes de seguirem suas vidas sem o amparo institucional.  No Dia da Consciência Negra, o escravo fujão Zumbi é festejado com exclusividade, em detrimento da memória à homens negros que ascenderam socialmente sob um pressuposto europeu. Gente como Machado de Assis, Lima Barreto, José ...

Dia da Gentileza

A gentiliza agora tem um dia. 13 de novembro: O Dia da Gentileza. Os dias especiais são referências a algo que precisa ser memorado ou comemorado. Mas a gentileza precisa disso? Temos que lembrar da gentileza, sei lá, como algo inalcançável, tal qual a confraternização uninersal (1º de janeiro)? Ou algo que muitos são resistentes em fazer, tal qual o Dia do Perdão do calendário hebraico? Gentileza é diferente. É mais que uma questão de educação formal, é mais que “as damas primeiro” ou “bons dias, tardes e noites”. Não é um código social. Códigos são quebrados e mudados com o passar do tempo. A gentileza é um modo de viver, que se aprende desde cedo. Gentileza se pratica no público e, principalmente no privado. É coisa de dois, eu e você. É ouvir com atenção, considerar o que foi dito, até discordar, mas contra-argumentar com respeito. Respeito... Está aí, gentileza é respeito próximo, lembrando que ele também é alguém com sentimentos, expectativas, decepções e desejos. Sa...

Falsos Poderes.

Sinto certa revolta com certos setores da nossa sociedade, que creditam aos políticos a solução dos nossos problemas. Parece que somos um bando de crianças indefesas, burras, que não conseguem sequer decidir o que vestir para ir ao trabalho. Uma expressão latente disso é uma frase do ator Wagner Moura: "Precisamos de alguém que cuide da gente." Engano seu, senhor Wagner Moura!  Precisamos sim de gente nos respeite enquanto cidadãos, pagadores de impostos e principalmente como semelhantes merecedores de tratamento digno e respeitoso daqueles que se propõem a entrarem para a vida política formal.  A política é apenas um instrumento de mudanças, contudo, não é o principal. Falta-nos a consciência de que cada um de nós é agente de mudança. Não precisamos dos políticos como signatários deste poder, por mais que eles (e suas celebridades de plantão) tentem nos convencer do contrário.  Reclamamos do desempenho dos políticos. Temos acesso à informação e o que faz...

A pior parte do corpo é o umbigo.

Eis que entra no ar a famigerada série “O sexo e as Negas”, de Miguel Falabella, exibida pela TV Globo. Uma das mais descaradas, cretinas e repulsivas caracterizações da mulher negra na televisão brasileira. Quiçá a pior de todas. Quatro mulheres negras que simplesmente resolvem seus problemas com... sexo. Descartando a disfarçada apologia às drogas e ao tráfico (através dos funks “proibidões” na trilha sonora), o que se vê é um esculacho da figura da mulher negra comum (leia-se classes mais pobres, moradora de bairros tão pobres quanto). Vindo de Falabella, nada me surpreende. Ele é dado ao escracho, uma espécie de escracho-chique, uma linguagem com tom mais alto, geralmente interpretada por atores brancos, com linguagem popular, misturando termos da norma culta com erros (propositais) de concordância, geralmente depreciando o pobre, o preto, o aleijado, o gordo, o feio e o gay com baixo poder aquisitivo (a bicha pobre). Nunca o biótipo de quem interpreta a esquete, o alvo é semp...

Dias Contados

Teus dias estão contados Cada um deles Conto os dias que não lembro de ti E os dias que não lembro que lembrei de ti Conto cada dia, quase mania Coisa regrada, feito tabuada Vezes um, vezes dois, vezes três... Os dias em que sol fez Os dias em que choveu De contar dias vivo eu Essa é minha sentença Centenas, dezenas, unidades Já são de dias milhares Mas se chegar o dia em que eu pare E num milagres tu voltares... Esquecerei das contas que fiz Só lembrarei do bem que te quis (Alexon Fernandes, em Retratos Escritos -  blogretratosescritos.blogspot.com.br)

Tem de tudo.

Tem bem que dói que nem maldade, Tem mal que é doce que nem bondade, Tem paixão que não deixa saudade, E raiva que só fica na vontade.  Tem feiura que é verdade,  Tem beleza que é pura falsidade, Tem caridade que é vaidade, E vergonha que se perde com a idade.  Tem paz que é coisa covarde, Tem "não" que é liberdade, E amor que chega tarde. (Alexon Fernandes)

O PT e a Síndrome de Adão.

"Quando Eva viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também. Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se. Ouvindo Adão e Eva os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou Adão, perguntando: 'Onde está você?' E ele respondeu: 'Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi'. E Deus perguntou: 'Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?' Disse o homem: 'Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi'. (Livro do Gênesis 3:6-12) O relato acima conta o episódio da queda do homem. Entendamo...