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Não teve Copa.

A derrota de hoje é do futebol brasileiro em todas as instâncias. Das escolinhas aos gabinetes da CBF, não há mais o que esconder. A Seleção Brasileira é o que temos de melhor. O problema é que nosso melhor não é o suficiente. Nossos campeonatos são um fiasco, nossa base é negociada ou "queimada" prematuramente, nossos times são de estruturas caricatas.  Apontar culpados é perder tempo. O futebol  brasileiro precisa começar de novo. Baixar a crista e entender que outras escolas têm a nos ensinar, principalmente no planejamento de longo prazo, na estrutura dos clubes e na organização e qualidade dos campeonatos.  A Alemanha jogou o seu jogo. Honrou seu adversário e se apresentou de forma grandiosa. Nos apequenamos e temos que nos tornar grande novamente. O Brasil não foi Brasil. Ou talvez tenha sido mais Brasil que nunca. Parabéns, Seleção Alemã. Seu futebol é um dos mais vistosos e eficientes jamais vistos.   Não teve Copa. Não para o Brasil.

Deixa Chorar.

Sobre o choro dos jogadores da Seleção Brasileira eu pergunto: Qual o problema de marmanjos milionários chorarem? Não seriam tão humanos quanto eu e você? Estariam eles numa casta superior, que os imuniza do choro ou de qualquer emoção oriunda de uma situação de pressão?  Nenhum de nós jogou uma Copa do Mundo. Ainda mais dentro de nosso país, em estádios gigantescos, num momento político delicado e com uma organização tão criticada. E, com todo prestígio que desfrutam, os jogadores da Canarinho são um dos poucos pontos vistos com bons olhos. Qualquer um de nós nesta situação sentiria o peso. Há 10 anos, a maioria deles era de meninos pobres e desconhecidos. Hoje são estrelas mundiais representando um país. Mais que a pátria de chuteiras, eles são as chuteiras de uma pátria inteira.  Choraram (você choraria), mas ganharam o jogo (você ganharia?). Da mesma forma que o corpo se machuca com as pancadas dos adversários, a alma sente as pancadas psicológicas. Do mesmo jeito...

Vaias

Não podemos vaiar a Dilma. Não podemos. É feio. Papai Lula vai brigar. Temos que mamãe Dilma exaltar. Afinal dindin ela nós dá. Assim como o papai Lula dava já. Não podemos vaiar a Dilma. Ela não pode ouvir, não. Ela tem que achar que está tudo bom Deu-nos o circo E pelo diabo pisado pão. Mas não quer ouvir reclamação. Não podemos vaiar a Dilma A chamada “presidenta” Xingamento não aguenta. Tem medo da pimenta, Que em nossos olhos arde. Mas não podemos fazer alarde. Não podemos vaiar a Dilma. Mas que povo mal educado! Deveria ficar calado, Mesmo tendo flagrado O seu direito roubado.

Perdendo a Partida.

Eduardo Paes, prefeito reeleito do Rio de Janeiro, talvez usando de seu cacife político, soltou o verbo: Ou o Brasil se apercebe de que esses eventos são uma chance fantástica de catalisar, juntar esforços, de se erguer de forma distinta, ou a gente vai ter perdido a oportunidade de aproveitar esse calendário especial que nós temos. Vou ser mais politicamente incorreto aqui, eu ousaria dizer que, no caso da Copa do Mundo, o Brasil de certa forma já perdeu essa oportunidade. A fala tem seu valor. Paes se referiu às nossas flagrantes deficiências em planejar e executar projetos em tempo hábil. Estamos às vésperas de uma Copa do Mundo, nossas obras estão atrasadas. Os custos estão inacreditavelmente altos. A infra-estrutura ruim como sempre. Os serviços são de irritar qualquer franciscano. Nossa crença de que faremos um evento exemplar estão se esvaindo. Ao contrário do que pode parecer, não é culpa do nosso complexo de vira-lata. Talvez seja culpa no nosso “nariz em pé”. O Br...

Bola pra frente.

Acabou. A segunda Era Dunga está terminada. Nada demais, tudo de bom. Muito provavelmente, nos livraremos de Felipe Melo, aquele jogador com alma de Caveirão da PM. Estaremos libertos também de um técnico que, mesmo sendo coerente, era descompensado e rancoroso ― nada explica não ter dado uma última chance a Ronaldo Gaúcho, só mesmo os dribles que este dera em Dunga quando ainda na ativa. Poderemos ver se Neymar e Ganso são isso tudo vestindo a amarelinha, ou se são somente suposições. Surgirão outros craques que farão jus à tradição brasileira no futebol. Teremos a obrigação de ter uma seleção espetacular, haja vista a realização do mundial em nosso solo. Seleção Brasileira não é local de apostas e de tribos. Sendo assim, o cargo de técnico certamente não será ocupado por alguém que tem pinta de estagiário que não agüenta a pressão. Técnico da Seleção é isso aí, pressão 100% do tempo. Cobrança atrás de cobrança. Todo mundo se metendo e dando palpite. O incomodado que se mude. A vida c...

Good luck, Nigeria.

A agência de notícias Reuters anunciou: a seleção de futebol da Nigéria ficará dois anos fora de competições. Determinação do presidente do país, Goodluck Jonathan, que não ficou nada contente com o desempenho do time da Copa 2010 e visa uma revisão da estrutura do futebol nigeriano A Nigéria é um país com certa freqüência nas últimas competições internacionais. É medalhista olímpica no esporte, batendo o Brasil (com Ronaldo e Rivaldo em campo). Tem jogadores espalhados pela Europa é tinha uma grande expectativa dos africanos de passarem, pelo menos, a primeira fase da Copa. Mesmo dividindo o grupo com a Argentina. No final das contas, foram desclassificados pelo arremedo de time de futebol grego. Olha, se a medida não passar de demagogia e surtir efeito, será um grande exemplo para africanos e alguns medalhões do futebol internacional. Principalmente, a França, pagadora do maior mico deste mundial. O nome do presidente nigeriano é sugestivo. Goodluck, não é nada mais do que “boa sorte...

A chata bajulação aos argentinos

Tudo bem, a Argentina teve uma vitória inconteste sobre a Coréia do Sul. Tem um ataque perigosíssimo e um cracaço de bola, Messi. Mas eu não compreendo essa adulação de alguns setores da imprensa brasileira com os argentinos. Começa com essa mania de chamar nossos vizinhos de “hermanos”, coisa que eles não são. E se bobear, eles não nos consideram como tais. E vai até o apontamento precoce da Argentina como favoritíssima ao título. Estamos somente na segunda rodada. A Alemanha, que ganhou de goleada com um futebol vistoso, foi atropelada pela zebra sérvia. O futebol tem dessas coisas. Como apreciador e acompanhante do futebol, jamais desmereceria a Argentina numa Copa do Mundo. Em 1990, com um lance (de Maradona) ela tirou o Brasil da competição, veio a empolgação e ela só foi detida na final pela Alemanha. Mas, muita calma nessa hora... Se o ataque da Argentina é um trator, a defesa é uma peneira. Quem conseguir passar pelo meio-campo, chegará ao gol facilmente. Lembremos do 3X1 do Br...

Morninha, morninha.

A Copa está morna. França e Uruguai fizeram um jogo que em nada deixaram a dever uma partida ruinzinha do Campeonato Carioca — com direito ao botafoguense Loco Abreu e a cara-de-pau de Thierry Henry ao reclamar de um toque de mão do adversário. De bacana mesmo ontem foi o golaço de Tshabalala e a belíssima camisa da seleção mexicana. Mas camisa bonita e golaços não ganham campeonato. Hoje, estréia dos medalhões Argentina e Inglaterra. Messi arrebentou, era para ser um passeio da Argentina, mas não combinaram com o goleiro nigeriano. Enyeama, vestido de amarelo (lembra alguma coisa?), fechou o gol e impediu uma goleada do hermanos. Ingleses e americanos fizeram um jogo interessante. A Inglaterra (com mais uma bela camisa em campo) fez o que a cartilha manda, mas abriram a porta da granja e um frango atrapalhou os planos dos súditos de Elizabeth II. Resultado, outro empate na primeira rodada. Brasil... Mas um treinozinho, em segredo, fechado à imprensa. O que será que Dunga esconde tanto...

Protejam os Craques

Em todas as versões da Copa do Mundo vemos casos de cortes por contusão. Mas, geralmente, são os cabeças-de-bagre que se machucam e são cortados de suas respectivas seleções. Há exceções, como os casos do zagueiro Mozer (1990 e 1994) de Romário (1998). Só que parece que a exceção é regra nesta edição da competição. Baixas como David Beckham (Inglaterra), Michael Ballack (Alemanha), John Obi Mikel (Nigéria) e Michael Essien (Gana) são nomes que desfalcarão os campos da África do Sul. Isso sem contar o paraguaio Salvador Cabañas, carrasco do Flamengo na Libertadores, convocação certa, que foi vitimado por um tiro na cabeça, numa confusão de bar na cidade do México. A bruxa parece continuar solta. Ontem, um japonês maluco acertou o cotovelo de Didier Drogba, da Costa do Marfim, que agora corre o risco altíssimo de não participar da Copa. Hoje, o holandês Arjen Robben, meio-campista de primeira linha, caiu sozinho e lesionou os ligamentos do joelho esquerdo. É realmente uma pena, menos cra...

Uma Exaltação à Elegância

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Caros leitores deste humilde sítio virtual, os que me conhecem mais proximamente sabem do meu apreço pela elegância. Elegância no sentido completo. No tratamento ao próximo, nos modos, nas relações comerciais e de trabalho e (claro!) na maneira de se vestir. Os ingleses sempre foram mestres neste quesito. É só observar a maneira como a família real se veste, são modelos a serem seguidos. Até o desengonçado ex-premier Gordon Brown tem os ternos bem cortados e exibe uma bela coleção de gravatas. A seleção de futebol inglesa embarcou para a África do Sul dando uma lição de elegância. Enquanto os escretes* de outros países desfilam seus moletons das marcas de material esportivo, os súditos de Elizabeth II dão um banho em sua indumentária. A foto ao lado mostra o momento do embarque. Ternos (trinômio calça-colete-paletó) na cor cinza, camisas azuis e gravatas pretas, todos muito bem ajustados. As belíssimas aeromoças em vermelho (a de cabelo castanho, à esquerda, com seu olhar intrigante, p...

O Professor e o Imperador

Ontem foi anunciada a seleção que vai representar o Brasil na Copa do Mundo. Independente das opiniões se o time é bom, se tem muito cabeça-de-bagre ou se o Neymar e o Ganso deveriam estar na lista, Dunga já nos deu uma grande lição. Nos últimos tempos, a palavra coerência andou sumida. Ao responder as perguntas dos repórteres e, principalmente, ao explicar a ausência de Adriano no plantel canarinho, o técnico deu uma aula de princípios. Nesses quase quatro anos, Dunga não abandonou sua maneira de pensar como deve ser o jogador de uma seleção brasileira. Ele testou mais de oitenta jogadores e (lógico) errou em muitos dos testes. Contudo, se passarmos uma linha de medida, todos os jogadores que embarcarão para África do Sul tem um perfil parecido: foco no objetivo. A lição de Dunga nos mostra que num grupo a credibilidade de um líder está intimamente ligada a sua maneira de viver o que prega. Dunga sempre pregou o comprometimento, a vontade e o mérito. Dessas três, o mérito me ressalta ...