Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Não vai dar certo

A Fila e a Oportunidade

Hora do almoço, fila do restaurante Verde Vício, no centro do Rio. Lugar de comida saudável e preços condizentes com a proposta do local. Gente descolada e inteligentinhos frequentam – e tem também quem quer se alimentar direito. Tem fila. E a fila é aquilo: o lugar perfeito para um pequeno teste de mau-caratismo. É batata (não o legume), sempre há quem fura a fila. Arco-reflexo, naturalizado, instintivo. Eu vou além: genético. E me refiro às genérica de nossa formação socia l, dos pesos e dos valores que abraçamos ou abdicamos para alcançar sucesso ou riqueza. Parece bobagem. O que tem demais uma furada de fila inofensiva? A resposta pode estar no censo do oportunidade. Assim como roubar bilhões dos cofres públicos, furar fila é oportunidade. Nós exigimos dos políticos uma ortodoxia que não temos no cotidiano. Discordam? Então o que dizer da quantidade enorme das notórias falsificações de carteiras de estudante para pagar meia entrada? Dos roubos e receptação de mercadorias? Ou e...

Cor da pele, a chave hermeneuta.

O recente caso de ofensas racistas à cantora Ludmilla - somado aos outros episódios ocorridos com Thaís Araújo e, Maju e Sheron Menezes - mostra uma nova modalidade do racismo. O racismo de incômodo ou da inveja. Explico: Nos últimos 20 anos, temos cisto com mais freqüência (ainda que muito pequena) negro ocupando lugares de poder. Por lugar de poder, entenda-se não somente o exercício do poder, mas também o poder enquanto ação. Poder fazer, poder estudar, poder ter, poder viajar, poder comprar, poder morar e outros tantos "poderes" que até então era restrito a um outro grupo social.  Lembro-me de uma vez um chefe meu me contar um diálogo entre ele e um diretor da empresa em que trabalhávamos. O então diretor disse que tinha muito cuidado com o que falava comigo, pois tinha medo de ser acusado de racista. Meu chefe, que nunca teve papas na língua, retrucou: "Você deve ter medo do que fala, mas não por isso. É sim porque ele pega seus furos todos. Ele sabe ma...

Falsos Poderes.

Sinto certa revolta com certos setores da nossa sociedade, que creditam aos políticos a solução dos nossos problemas. Parece que somos um bando de crianças indefesas, burras, que não conseguem sequer decidir o que vestir para ir ao trabalho. Uma expressão latente disso é uma frase do ator Wagner Moura: "Precisamos de alguém que cuide da gente." Engano seu, senhor Wagner Moura!  Precisamos sim de gente nos respeite enquanto cidadãos, pagadores de impostos e principalmente como semelhantes merecedores de tratamento digno e respeitoso daqueles que se propõem a entrarem para a vida política formal.  A política é apenas um instrumento de mudanças, contudo, não é o principal. Falta-nos a consciência de que cada um de nós é agente de mudança. Não precisamos dos políticos como signatários deste poder, por mais que eles (e suas celebridades de plantão) tentem nos convencer do contrário.  Reclamamos do desempenho dos políticos. Temos acesso à informação e o que faz...

A pior parte do corpo é o umbigo.

Eis que entra no ar a famigerada série “O sexo e as Negas”, de Miguel Falabella, exibida pela TV Globo. Uma das mais descaradas, cretinas e repulsivas caracterizações da mulher negra na televisão brasileira. Quiçá a pior de todas. Quatro mulheres negras que simplesmente resolvem seus problemas com... sexo. Descartando a disfarçada apologia às drogas e ao tráfico (através dos funks “proibidões” na trilha sonora), o que se vê é um esculacho da figura da mulher negra comum (leia-se classes mais pobres, moradora de bairros tão pobres quanto). Vindo de Falabella, nada me surpreende. Ele é dado ao escracho, uma espécie de escracho-chique, uma linguagem com tom mais alto, geralmente interpretada por atores brancos, com linguagem popular, misturando termos da norma culta com erros (propositais) de concordância, geralmente depreciando o pobre, o preto, o aleijado, o gordo, o feio e o gay com baixo poder aquisitivo (a bicha pobre). Nunca o biótipo de quem interpreta a esquete, o alvo é semp...

O PT e a Síndrome de Adão.

"Quando Eva viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também. Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se. Ouvindo Adão e Eva os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou Adão, perguntando: 'Onde está você?' E ele respondeu: 'Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi'. E Deus perguntou: 'Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?' Disse o homem: 'Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi'. (Livro do Gênesis 3:6-12) O relato acima conta o episódio da queda do homem. Entendamo...

Kriptonita

Xuxa se dói toda quando um deputado lembra (de forma truculenta, diga-se) que ela, no filme "Amor, Estranho Amor", contracena com um menino de 12 anos, em que seu personagem seduz e faz sexo com o guri. Numa boa, eu acho que as pessoas podem se arrepender de seus atos. Quem nunca errou atire a primeira pedra? Mas o arrependimento pessoal não é garantia do esquecimento alheio. Xuxa é uma das figu ras mais paradoxais da TV brasileira. Famosa por capas em revistas eróticas, tornou-se a "rainha dos baixinhos", ganhou (não sei de quem) uma espécie de salvo conduto e pensa que as pessoas têm amnésia. A verdade é que ela sempre lançou mão de algumas generosas doses de sensualidade. Ou alguém esqueceu da capa de seu primeiro disco depois que assinou contrato com a Globo? Não concordo com os modos do deputado grosseiro. Mas não dá para achar que em hora alguma alguém vai tocar na ferida. "Amor, Estranho Amor" é a kriptonita de Xuxa. Ontem ela deu de cara com um Lex...

Brasil Mais Burro.

Outra pancada. O Brasil fica em 38º entre os 40 países que fazem o PISA, teste que avalia o nível de aprendizado de alunos com 15 anos de idade.  Façamos uma conta rápida. Uma criança começa a ser alfabetizada entre 5 e 7 anos. Logo, um adolescente de 15 anos iniciou este processo há pelo menos 8 anos. Ou seja, em 2006, primeiro mandato de Lula.   De lá pra cá foram, 1 mandato e meio de Lula mais  1 mandato de Dilma. Será que não deu tempo de melhorar nada no ensino básico brasileiro?  Piorou!   Segundo o resultado, a colocação do Brasil não se deve apenas a melhora do desempenho de outros países, mais a piora do desempenho dos alunos brasileiros.   Eis a grande mentira (ou uma das grandes mentiras): o PT é o partido que pensa na educação. Alguém dirá: "A educação básica é prerrogativa dos municípios e estados." É verdade. Mas a imensa maioria dos municípios brasileiros vive de repasse de verbas federais para a educação e os esta...

Brasil, um país de popozudos.

Prova de filosofia numa escola secundaria em Brasília com uma questão inspirada em Valeska Popozuda. Não fico surpreso.  É a franca expansão do plano nacional de imbecilização da população. Que começou há tempos e o professor que aplicou a prova já é produto disso, um imbecil completo.  Ao entrar em defesa do professor, uma autoridade de ensino do Distrito Federal disse que Sócrates fazia o mesmo, "ao utilizar situações improváveis para estimular o pensamento humano".  Só que Valeska Popozuda (Jesus, como alguém se chama assim?!) não é improvável. Ela é incompatível com uma prova em uma escola que se preste. Logo, tal autoridade de ensino se trata de um imbecil retumbante.  Haverá um dia em que no Brasil não teremos mais calças a serem arriadas. Somente fiofós à mostra. Seremos todos popozudos.

Somos todos tricolores.

Reclamou-se dos voos com o avião da FAB de Renan Calheiros. Reclamou-se dos cabides de empregos no Senado no armário de José Sarney.  Reclamou-se da banheira de hidromassagem de Benedita da Silva no apartamento funcional em Brasília. Reclamou-se do helicóptero de Sérgio Cabral.  Mas a sociedade brasileira é reflexo disso tudo. Cada um quer seu passeio no avião da FAB, sua banheira de hidromassagem ou seu helicóptero. Afinal, são prerrogativas e privilégios do cargo. Em tese, não há lei que proíba um governador de andar de helicóptero. Ele pode alegar fatores relacionados à segurança, velocidade de deslocamento e até de privacidade estratégica. Todos motivos, digamos, legítimos. Renan Calheiros, ao ser perguntado se pagaria por seus vôos nos aviões da FAB foi taxativo: "De jeito nenhum. Sou um senador e chefe do Legislativo." Moralidade e legitimidade se enfrentam no campo da Justiça. O STJD nos mostrou isso, ao julgar o "caso Portugesa". Mostrou o reflexo d...

"Esquenta" e queima (o filme).

O Jornalista capixaba Marcos Sacramento perguntou se a atração dominical  "Esquenta", exibido na Rede Globo, é o programa mais racista da TV. (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-esquenta-de-regina-case-e-o-programa-mais-racista-da-tv/) Eu respondo: Sim. Disparado. Começo pela sua apresentadora, Regina Casé. Não é de hoje que ela se faz às custas de esterótipos pejorativos. Casé é muito, mas muito, inteligente e percebeu que captar e usar a linguagem das ruas. E agora tirou da cartola mágica este programa. Muitos não percebem, mas "Esquenta" é um reforço ao modelo que os negros brasileiros foram condenados, desde o fim da escravidão.  Explico: Em "Esquenta", o que existe é o reducionismo dos negros brasileiros ao caos. Isso é refletido no cenário, nos continuismos e cortes do programa, como as atrações se apresentam. É tudo bagunçado, poluído visualmente, com jeito de improvisado, de feito de repente. Igual a um churrasco na lage. Aí...

Canabis Uruguaiana.

A câmara dos deputados do nosso vizinho Uruguai aprovou o cultivo e consumo da maconha. A matéria ainda será apreciada pelo Senado. O presidente uruguaio alega que a liberação do cultivo e do consumo enfraquece os traficantes de drogas, acabando com o problema do tráfico no país.   Sinceramente, não sei o que se passa na cabeça dos uruguaios. Pois, se supostamente resolve a questão de tráfico de d rogas, cria-se outro grande problema de saúde pública. Droga liberada é droga consumida em larga escala. É assim com o álcool e já vimos quantos danos isso trás. E nem adianta comparar Uruguai com Holanda. Definitivamente, é uma péssima comparação, a começar pelos sistemas de saúde e passando pelo fato de a Holanda não ser um produtor da droga, na escalas uruguaias.  Outra fator é que o consumo de drogas e seus efeitos maléficos atingem a população economicamente ativa. Imaginem um motorista doidão, um eletrecista doidão, um neuro-cirurgião doidão ou uma professora doidona....

Deus seja louvado.

O MPF (Ministério Público Federal) pede a exclusão da frase “Deus seja louvado” nas notas de real. A frase foi introduzida nas notas de cruzado, no governo Sarney, quando foi lançada uma nota com a esfinge de Machado de Assis ― o autor usava expressões como esta em passagens irônica de seus personagens, diga-se. Poderíamos analisar filosoficamente sobre o “Deus” da nota. A qual deus se faz referência? Para muitos, o dinheiro é um deus. Para outros, Deus não existe. Nem Deus, nem outro deus algum. Então, para os ateus, a frase tem efeito nulo.  Porém, o mais curioso para mim é o MPF se debruçar sobre assunto tão... pequeno. Isso! Pequeno, rasteiro, dissonante com a grandeza que se espera de uma instituição como esta. A alegação do MPF é que, como estado laico, o Brasil não pode fazer referência a Deus. Eu pergunto: Existe algum caso de um ateu, ou crente em outra entidade, que tenha rejeitado uma nota de real por conta dos dizeres “Deus seja louvado”? Alguém que lê este texto ...

Perdendo a Partida.

Eduardo Paes, prefeito reeleito do Rio de Janeiro, talvez usando de seu cacife político, soltou o verbo: Ou o Brasil se apercebe de que esses eventos são uma chance fantástica de catalisar, juntar esforços, de se erguer de forma distinta, ou a gente vai ter perdido a oportunidade de aproveitar esse calendário especial que nós temos. Vou ser mais politicamente incorreto aqui, eu ousaria dizer que, no caso da Copa do Mundo, o Brasil de certa forma já perdeu essa oportunidade. A fala tem seu valor. Paes se referiu às nossas flagrantes deficiências em planejar e executar projetos em tempo hábil. Estamos às vésperas de uma Copa do Mundo, nossas obras estão atrasadas. Os custos estão inacreditavelmente altos. A infra-estrutura ruim como sempre. Os serviços são de irritar qualquer franciscano. Nossa crença de que faremos um evento exemplar estão se esvaindo. Ao contrário do que pode parecer, não é culpa do nosso complexo de vira-lata. Talvez seja culpa no nosso “nariz em pé”. O Br...

Meu Querido Elefante

Torcedor é um bicho teimoso. Eu sou torcedor, sou teimoso. Pior, duplamente teimoso: nesta semana fui a um jogo do Flamengo (Jesus, o que é Magal?!) e no Engenhão. Às vezes, eu esquecia que estava no jogo e ficava me perguntando até que ponto vai a falta de praticidade crônica das nossas instalações.   Por ocasião do Jogos Pan-Americanos de 2007, nasceu o Engenhão. Para quem não conhece bem a região, ele fica no Engenho de Dentro, bairro da zona norte carioca, caracterizado por residências de gabarito baixo (um, dois e três andares), muitas construídas no início do século XX (daquelas que têm a data de construção na fachada). As ruas são estreitas, típicas desta região da cidade. Tem uma estação de trem e fica relativamente perto de dois shopping-centers. O terreno onde foi construído o estádio pertencia à Rede Ferroviária Federal, era uma antiga oficina de vagões e locomotivas (uma das ruas que ladeiam o estádio se chama Rua das Oficinas), que virou uma e...

Ursinho Malvado.

O deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP), na semana passada teve um ataque de pelanca e quis tirar o filme "Ted" de circulação. Na história, Ted é um urso de pelúcia que representa aquele sujeito que não amadureceu e coloca seu "dono" em enrascadas. É uma alegoria, nada mais.Se personagem fosse representado por um sujeito de carne e osso, talvez o Protógenes não ficasse não contrariado. Segundo o araponga mais famoso do Brasil, a película faz apologia ao uso de drogas. Duas coisas sobre o episódio sucupiresco do deputado tentando impedir a exibição do filme: 1) Protógenes mostra que não liga muito para regras e avisos. A classificação etária do filme é 16 anos. Ele levou o filho de 11 anos para assistir o filme. A Matemática diz que 15 - 11 = 5. Logo, faltariam 5 anos para o rebento do deputado-araponga assistir o filme de acordo com a recomendação oficial.   2) O abuso de poder dos representantes dos organismos oficiais ainda é uma constante...

Inocência?

Assisti o tal Inocência dos Muçulmanos , ainda "em cartaz" no Youtube. O filme é ruim demais. Os seriados de super-heróis japoneses dos anos 1970 e 1980 são melhor produzidos do que esse lixo. O filme é dublado e remendado de forma grotesca. As vozes mudam quando as adulterações nas falas originais são feitas. Algo como um personagem interpretado pelo Tarcísio Meira que, de repente, aparecesse com a voz do Zacarias. Aí me veio a pergunta: Como alguém pode dar crédito a esta porcaria? O problema é que tem gente que dá. Problema maior ainda são os que não dão e fingem que dão. Intencionalmente. Vejam, o filme tão ruim, tão inverossímil, que  nem Mahmoud Ahmadinejad, um sujeito que duvida do holocausto, fez festinha com o caso. Logo, quem está usando o pretexto para promover uma chacina de cães infiéis yankees é gente pra lá de intencionada. "Fundamentalistas", dirão muitos. "Sim", concordariam outros. Mas de quais fundamentalistas estamos falando? Os qu...

Assim Você Mata o Papai - Uma crônica sobre o lixo musical na atualidade.

Uma vez ouvi que a cantora Nana Caymmi disse que se pudesse falar com Elis Regina, contaria que certas coisas não haviam mudado. Pois, se no tempo de Elis tinha a Gretchen com seu Conga Conga Conga , naquele momento o que estourava eram duas dançarinas Segurando o Tchan , sucesso grudento que infernizou os ouvidos nos anos 1990. Não sei se o episódio é real, mas ele retrata bem o fato de que sempre se ouviu e viu coisa ruim. Mas agora os níveis são preocupantes. Fenômenos como os citados acima são normais na história do entretenimento. Alguém aparece fazendo algo descartável que fica nos ouvidos da massa, conquista as paradas de sucesso, ganha um caminhão de dinheiro e depois desparece. Na década de 1970, um cantor chamado Silvio Brito lançou Farofa , com um refrão peguento. Depois disso, ele e sua farofa desapareceram. A década de 1980 foi rica em junk music . Sérgio Mallandro com sua Vem Fazer Glu-Glu é um bom exemplo. Só não foi pior porque nesta mesma época começaram a apare...

De mal a pior

A cidade é onde vivemos. Nossa rotina é vivida nela. Moramos, trabalhamos, usamos os meios de transportes, passeamos, estudamos, praticamos esportes, buscamos ser felizes e tantas outras coisas inerentes à vida cotidiana numa urbis , por menor que ela seja. Pressupõe-se que o zelo por esta organização geográfica seja feito por pessoas que realmente desejem não só a sua preservação, mas a melhoria de seus espaços urbanos. É somente um pressuposto.   As eleições municipais de 2012, no Rio de Janeiro, têm surpreendido pelo baixíssimo nível (até intelectual) dos candidatos a vereadores. De um lado, a turma de sempre. Aquela que diz que tapa o buraco, que promete a iluminação da rua e o asfalto do bairro. Do outro, a minoria. Aqueles que pensam numa cidade com os pés no chão e olhos do futuro, com modernidade e de justiça social. Mas a grande maioria é de gente nova com modos (quando os tem) tão velhos quanto o nosso passado colonial e cartorial, de um lugar que não foi feito pra...

Da série "Me engana, que eu gosto.": Rio, a cidade do esporte.

Sabe lenda urbana? Tem uma coisa que eu acho que está virando: O Rio de Janeiro é uma cidade com vocação esportiva. É mesmo? No dia 06/09/2011, o site Bora Treinar divulgou uma nota oficial da Federação de Triathlon do Estado Rio de Janeiro, onde seu presidente informa, “com constrangimento e muita indignação”, o cancelamento da etapa de Aquathlon (uma modalidade de prova que engloba natação e corrida) do mês de setembro. A prova aconteceria no dia 25 do mesmo mês, sendo que seu agendamento estava confirmado e ratificado junto à Secretaria Municipal de Esporte e Lazer desde o início do ano. De repente, encima do laço, a sub-prefeitura da Zona Sul solicita à Federação que a data seja alterada por causa (pasmem) do Rock in Rio. Alegando que o fechamento de uma das pistas da orla de Copacabana poderia atrapalhar o evento, que acontece na Barra da Tijuca. A entidade esportiva deu como alternativa o dia 02 de outubro, mas as autoridades insistiram no mesmo argumento de que isso atrapalhar...

Voto Cabresto Gospel

O que seria mais relevante para o Brasil? Aprovação do casamento entre homossexuais ou diminuição da violência nas grandes cidades e melhores índices de educação, moradia, saneamento básico e saúde pública? Pois bem, a turma dos pastores neo-pentecostais está doutrinando os seus respectivos rebanhos a votarem em determinados candidatos há bastante tempo. Contudo, nesta eleição a coisa passou dos limites. Talvez pela difusão causada pela Internet e pela força política e financeira que eles adquiriam, o que estamos assistindo é uma verdadeira enxurrada de mensagens, sermões e afins tentando, digamos, direcionar a escolha de candidatos. Na visão deste arremedo de cronista que vos escreve, um “pastor” deveria orientar a sua “igreja” analisar as propostas de um candidato e avaliar se aquilo será bom para o presente e o futuro de seu povo. Povo quer dizer nação e não uma parcela da sociedade que defende esta ou aquela posição. Se um governante é a favor da eutanásia, por exemplo, não quer d...