Postagens

Alguns Amores

Alguns amores resistem demais.  E mesmo sem paz, perduram, insistem.  E abusam da nossa razão. Alguns amores são teimosos.  Contraventores das leis naturais. Que desafiam os dogmas morais e sociais.  Alguns amores são vigorosos.  Cheios de fúria e gula.  Deixam odores, cores e sabores únicos.  Alguns amores nos acompanham como sombras.  Rodeiam ao mudarem a luz e o ângulo.  E refletem o que somos de várias maneiras. Alguns amores são perenes Como que vindos de outros planos de vida.  Vida... Alguns amores... Os amores da vida. 

Poderes

Se eu pudesse Todos os dias Poemas te daria Flores te compraria Teu mundo coloriria Se eu pudesse Tua casa encheria Com nobres especiarias Teus sonhos realizaria Se pudesse O mundo te daria E se não quisesses este mundo Um só para ti faria.

Temas.

Escreveria muitos poemas E todos os temas seriam você.  Em seu despertar e anoitecer. E sua coisa de me endoidecer.  Escreveria muitos poemas E os temas teriam você.  Nas noites do prazer, Dona do meu querer.  Escreveria muitos poemas E só um tema teriam: você.

Promessas

Não me peças Promessas  Que não cumpririas Noites frias escuras Em que sussurras  Saudades e amarguras  De nossas lembranças  Saudades futuras  Promessas  Do que não terias Porque não poderias Dar nem deixar  Estava acima  Da tua escolhida sina  Promessas  Não me peças

Bela

Hoje eu vi tua beleza. Não que ela não estivesse lá. Mas estava escondida aos meus respeitosos olhos. Hoje vi tua beleza. Quase um susto, uma proibição. Revelação do óbvio. Hoje eu vi tua beleza. Eu tive medo do que senti. Mas tua beleza estava lá. Tenho certeza, eu vi.

Paralela

Sou teu amor da outra vida  que não vives. Que paralela insiste à outra vida em que resides. Onde planejas e filias em planilhas. A vida que vives permite que sejas perfeita, equilibrada, exemplar. Mas que por um par de segundos, te permite escapar. Para lembrar onde estou, na vida imperfeita, imprevisível.  Vizinho do inexplicável e possível  Sou teu amor da outra vida. Daquela que espias por janelas. Não a de tua alma em coma, o nde teus instintos o medo doma.  Pois na vida que presides, sabes tudo o que fazer.  Como vai ser, e até quando nela morrer. 

Vaias

Não podemos vaiar a Dilma. Não podemos. É feio. Papai Lula vai brigar. Temos que mamãe Dilma exaltar. Afinal dindin ela nós dá. Assim como o papai Lula dava já. Não podemos vaiar a Dilma. Ela não pode ouvir, não. Ela tem que achar que está tudo bom Deu-nos o circo E pelo diabo pisado pão. Mas não quer ouvir reclamação. Não podemos vaiar a Dilma A chamada “presidenta” Xingamento não aguenta. Tem medo da pimenta, Que em nossos olhos arde. Mas não podemos fazer alarde. Não podemos vaiar a Dilma. Mas que povo mal educado! Deveria ficar calado, Mesmo tendo flagrado O seu direito roubado.